Morre hoje um homem notório, diferentemente daqueles que corre atrás de seus 15 minutos de fama, Millôr vai ser lembrado por ser oposto a isso, mas que como todo gênio nem sempre foi compreendido.
Agora faço uso das palavras do professor Roberto Bozzet (via face):
"Millôr era pra não se perder de vista (não, nada a ver com “sorria, vc está sendo vigiado” dos adoráveis bigbrothers orewellianos que os idiotas idolatram), sempre um intransigente e radical defensor das liberdades individuais, meu maior motivo de admiração de sua figura. Inteligente, culto, excepcional desenhista, escritor notável, frasista, humor de altíssima qualidade, tantas vezes irritante, tantas quanto certeiro, mesmo ou principalmente quando irritante. Por outro lado, de fato um peixe fora d’água: assim como Chico Buarque (aliás, seu desafeto) diz de Vinícius, Millôr devia estar achando esse mundo encaretado, rebanhoso e individualista (no sentido avesso ao que ele propunha), um saco mesmo. Vinícius acharia hoje tudo um porre. Millôr devia estar achando. Já o estado de saúde de Sarney e de Havelange..."
ótimo post!
ResponderExcluirAmo muito tudo que o millôr fez, to me sentindo órfã de suas palavras. me entristece saber que nunca mais irei ler algo novo dele...
o brasil tá perdido em termos de literatura, o último dos grandes pensadores desse país foi-se...
Morrer é uma coisa que se deve deixar sempre para depois como dizia Millor, infelizmente sempre chega o dia. Descansa em paz meu querido Millor. Enquanto portugues faz-me sentir o enorme previlégio que do outro lado do atlantico existam pessoas tão geniais que escrevam na nossa lingua. Um abraço e ate sempre
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