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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Portuquês Traiçoeiro
Com suas regras e exceções, portuquês é uma das materias mais chatas de estudar. Nem sempre!! A seguir, dois textos do Luis Fernando Veríssimo demostram como regras gramaticas podem ser engraçadas #confira:
Papos
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo.
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
PRONOMES
Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:
— Me faz um favor?
—O quê?
— Você não vai ficar chateado?
—O que é?
— Não fala tão certo?
— Como assim?
— Você fala certo demais. Fica esquisito.
—Por quê?
— É que a turma repara. Sei lá, parece…
— Soberba?
— Olha aí, ‘soberba’. Se você falar ‘soberba’ ninguém vai saber o que é. Não fala ‘soberba’. Nem ‘todavia’. Nem ‘outrossim’. E cuidado com os pronomes.
— Os pronomes? Não posso usá-los corretamente?
— Está vendo? Usar eles. Usar eles!
O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até comentaram:
— O Carol, teu namorado é mudo?
Ele ia dizer ‘Não, é que, falando, sentir-me-ia vexado’, mas se conteve a tempo. Depois, quando estavam sozinhos, a Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava:
— Comigo você pode botar os pronomes onde quiser, Carlinhos.
Aquela voz de cobertura de caramelo.
Beijos ;**
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Reflexões
"Se você viver até os 100, espero viver até os 100 menos um dia, assim nunca terei de viver sem você."
Se já houver amanhã, quando não estamos juntos , há algo que deve sempre se lembrar:
Você é mais corajoso do que você acredita, mais forte do que parece, e mais esperto do que você pensa.Mas o mais importante é, mesmo se estamos separados, eu sempre estarei com você. "
"Rios sabem o seguinte: não há pressa. Vamos chegar lá algum dia."
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Quanto Vale??
O preço do silêncio é a mágoa.
O preço da fala é o atrito.
O preço da ousadia são os arranhões.
O preço do medo é a angústia.
O preço da mudança é a incerteza.
O preço da apatia é a frustração.
O preço da ação é a reação.
O preço da inércia é a dureza.
O preço do encontro é a separação.
O preço da fuga é a solidão.
O preço da emoção é a confusão.
O preço do desdém é a frieza.
O preço da auto-estima é a intolerância.
O preço da auto-depreciação é a infelicidade.
O preço da esquivança é o vazio.
O preço do desejo é o vício.
O preço do recalque é a insatisfação.
O preço do altruísmo é o esgotamento.
O preço do egoísmo é a rejeição.
O preço do amor é a dor.
O preço da segurança é a tristeza.
O preço do atrevimento é o castigo.
O preço da submissão é a raiva contida.
O preço da liberdade é o julgamento.
O preço da opressão é o limite.
O preço do sucesso é a inveja.
O preço do fracasso é a vergonha.
O preço da verdade é a incompreensão.
O preço da mentira é a ilusão.
O preço da consciência é a responsabilidade.
O preço da ignorância é a manipulação.
O preço de sobreviver é a morte em vida.
O preço de viver é a própria vida.Agora é fazer os cálculos, conferir os recursos e fazer as contas do quanto se quer e se pode gastar.
Porque o preço de fazer escolhas é pagar por elas.
Autor desconhecido.
terça-feira, 10 de junho de 2014
TPM é um habeas corpus feminino

Meninas, semana passada uma amiga muito querida pirou com o namorado, ela perdeu completamente o controle, fez e falou uma monte de besteira para o coitado. E sabe qual foi a desculpa que essa amiga usou pra justificar sua loucura: a bendita TPM.
A TPM que tanto nos tira do eixo também serve como um habeas corpus eterno e mensal. Usamos ela pra justificar todas as nossas brigas sem justificativa.
Quem nunca discutiu e depois usou a desculpa hormonal? Digo isso de causa própria, já usei essa desculpa várias vezes. Porém o que quero debater com vocês meninas é quando isso acaba virando um BULLYING HORMONAL.
Essa minha amiga passou de todos os limites na briga que teve com o namorado. No começo ela estava coberta de razão, o moço tinha mesmo aprontado, até que ela perdeu o foco e acabou falando mais que devia, tudo isso por causa da TPM. Garotas atentai para o seu namorado, ele também sofre quando você está neste período, imagine, ele todo mês é obrigado a ver seu amor virando uma criatura, praticamente a versão feminina do Hulk, tirando a parte de ficar verde, o de resto é a mesma coisa, ficamos maior por causa dos inchaços e com uma raiva descontrolada.
Ai, você minha cara me fala, "Ilmara eu não consigo me controlar é mais forte que eu". Entendo que realmente possa ser mais forte que você. Então te digo, faça igual a minha amiga vá atrás de um tratamento.
O que não pode acontecer é ficar todo mês armando uma terceira, quarta, quinta Guerra Mundial e colocar a desculpa na TPM que tem tratamento. Sei que uma vez o outra ainda vai rolar uma piração, mais minhas queridas vamos manera na desculpa TPM porque já ta ficando batida.
E você faz BULLYNG HORMONAL?!!
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Permita-se
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Outro dia, ao conversar com um amigo da minha idade, ele disse: "nunca tive uma grande paixão ou amor". Diante dessa declaração eu fiquei chocada.
Como alguém nunca se apaixonou de verdade, nem na adolescência quando os sentimentos estão fora do controle e intensos. Eu mesma me lembro de ter me apaixonado intensamente por um garoto e depois tive o coração partido, pois, como diria a música o amor dele " não passava de um pedaço de lata".
Daí que o que eu quero hoje é falar sobre o querer amar. O está disponível e aberto para o sentimento e suas sensações.
Para muito, principalmente para nós mulheres, é muito fácil se apaixonar, tenho uma amiga que diz que basta o cara se educado que ela está se apaixonando. Mas para outros não é uma tarefa nada fácil.
Penso que todo mundo deveria ter ou está a procura de uma grande paixão. Não faz sentindo algum estar no mundo sem alguém do lado para compartilhar a vida.
Bem, isso é portando uma escolha. E o meu amigo, lá do começo, escolheu não se entregar. Sei que pode parecer covarde e é. O amor é um sentimento não um destino.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
domingo, 15 de setembro de 2013
Até o fim.
Eu fico. Até o fim.
Até as últimas letras da legenda. Fico, porque resisto.
Como se por de trás das palavras finais existisse uma nova possibilidade. Uma historia sem fim.
Como se por de trás das palavras finais existisse uma nova possibilidade. Uma historia sem fim.
Persisto até as luzes se apagarem. As cadeiras esvaziarem. E fico,ali. Eu e essa minha esperança que não morre, nunca.
Então percebo que o fim já estava determinado, antes mesmo de haver um começo.
Saio em silêncio. Lagrimas nos olhos. Respiro fundo.
Saio em silêncio. Lagrimas nos olhos. Respiro fundo.
Entro em outra sala. Uma nova história me espera e a mesma esperança teimosa queima dentro de mim:
essa sim poderá ser mudada.
Outras ideias:
imagens,
inspiração,
texto,
Welen
sexta-feira, 10 de maio de 2013
História felina
Oi minha gente! Eu sei, faz muiiiiiiiiiiiiito tempo que euzinha não dou a cara por aqui, mas que sabe como é .. bateu uma ou melhor várias preguiças na minha vida. Mas agora tô de volta e só não mais animada por que é sexta e tô um pouco assim cansada.
A crônica que quero compartilhar com vocês, é uma grande homenagem a um velho amigo. Cora nos inspirar acreditarmos (mais ainda) que amor entre pessoas e animais é verdadeiro e eterno. Leiam e se emocionem.
Adeus, Old Man Lucas
por Cora
Eu soube que o fim estava chegando para Old Man Lucas na madrugada do dia 1º de maio, quando fui procurá-lo no seu cantinho da sala, e o encontrei cercado pelos outros gatos: todos muito circunspectos, como se estivessem dando uma força. Ou se despedindo. Os bichos sabem de coisas que nós não sabemos. Ele foi embora à tarde, depois de gastar cada uma das suas sete vidinhas em dois meses de luta. Ao longo desse tempo teve altos e baixos e perdeu peso e força, mas não perdeu nunca o olhar puro, eloquente e confiante. Era sincero e bom, e não hesitava em expor os seus sentimentos.
Às vezes, quando eu estava trabalhando, ele se metia entre a tela e o teclado, e me encarava com uma intensidade desconcertante. Manda quem pode, obedece quem tem juízo; eu interrompia o trabalho e ele vinha para o colo. Mas não vinha como qualquer gatinho fofo fazendo graça. Vinha espaçoso e abusado, como se fosse direito seu. E não era? Digitar com sete quilos de gato no colo era difícil, mas eu dava um jeito — e até pedia desculpas quando o colo não estava a gosto. A verdade é que me sentia honrada em ser escolhida como almofada.
Nessa época dos sete quilos, aliás, que foi a maior parte da sua vida adulta, ele atendia também por Incrível Capivara Felina, meio por causa da cor e muito pela formosura abundante; ele nunca teve nada do siamês moderno de exposição, esguio e longilíneo.
A cena romântica da escrivaninha se repetia na cama ou no sofá. Com ciúmes do livro ou da revista que eu estivesse lendo, lá se interpunha ele entre os meus olhos e o material ofensivo, indignado com o fato de papéis inanimados merecerem mais atenção do que ele, tão lindo e cheio de vida. Pronto! Eu largava a leitura de imediato, dava-lhe um abraço apertado e fazia carinho, muito carinho. Ele semicerrava os olhos. De vez em quando, ficava tão emocionado que não se aguentava, e mordia delicadamente o meu nariz. Fazia isso também com a Bia, por quem sempre foi apaixonado. Quando ela se casou com um americano e foi embora, ele ficou tão estressado que perdeu quase todos os pêlos; foi preciso muito mimo para que se recuperasse, ainda que a barriga tenha ficado pelada até o fim.
o O o
Tirando a Keaton, com quem chegou às vias de fato pelo posto de Gato Alfa, Lucas sempre se deu bem com os demais. Tinha a condescendência de um déspota iluminado. Era o primeiro a comer, a escolher lugar, a vir para o meu colo — mas com tanta naturalidade que ninguém se importava. Durante a sua doença, foi comovente ver a atenção e o carinho da turma: ele era de fato querido. Quando já estava muito fraco, Toró assumiu a liderança. Manteve, porém, um grave respeito por ele, e fazia questão de cumprimentá-lo com pequenas cabeçadas e lambidas.
Nos últimos meses de vida, seu melhor amigo foi Fonseca, o gatinho preto e branco que veio do Campo de Santana. Fonseca esteve sempre a seu lado, cuidou, lambeu, prestou atenção. Os dois dormiam juntos na minha cama, no sofá, nos vários cantinhos favoritos do Lucas. Algumas vezes vi o meu véinho andando devagar e sendo acompanhado pelo Fonseca, passo a passo e no mesmo ritmo: um senhor idoso e seu cuidador atencioso.
o O o
Lucas gostava de me seguir pela casa. A qualquer hora do dia ou da noite, para onde quer que eu fosse, ele vinha atrás. Com o tempo, inventamos um truque. Eu dizia “Olho no olho!” e ele me seguia, olhando nos olhos. Não era a forma mais prática de atravessar o corredor — nem para ele, que tinha de olhar para cima, nem para mim, que tinha de olhar para baixo — mas ambos adorávamos a brincadeira.
Como todo siamês, Lucas tinha um quê de neurótico. Ocupava a escrivaninha com a maior sem cerimônia e, quando eu por acaso esbarrava nele com o mouse, batia o rabo de um lado para o outro, furiosamente. Reclamava da vida em altos brados, miando pela casa para ninguém. Parava no meio da sala, olhando fixamente para alguma coisa que só ele via, e soltava o verbo.
E quando eu viajava? Aprendeu cedo na vida que mala era sinônimo de bípede sumido; assim, bastava me ver fazendo as malas para se recolher amargurado ao sofá da sala, de onde me lançava olhares cheios de reprovação. Na volta, era preciso esconder a bagagem rapidamente: sua vingança era imediata. Com o tempo, compreendi o que ele queria dizer. Não fazia pipi nas malas para marcar território, mas para dar a sua opinião sincera sobre a viagem. Na sua cabeça, a minha ausência era culpa exclusiva daqueles volumes pretos. Lógico: quando eu saía sem eles voltava logo, quando saía com eles demorava muito. Equação óbvia, não?
o O o.
Várias pessoas que conheceram o Lucas diziam que ele só faltava falar. Engano. Ele falava, e nunca foi de meias palavras. O que faltava era entendermos o que dizia.
(O Globo, Segundo Caderno, 9.5.2013)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Como as pessoas enxergam uma obesa?
As vezes eu acho que tenho sérios problemas de caráter, concepções erradas. Me sinto muitas vezes, em uma festa na qual não fui convidada, tudo culpa da minha cabeça com defeito. Mas logo passa, e lembro que estamos vivendo em tempos de valores invertidos, e que sim, talvez eu tenha uma cabeça defeituosa. Ela é de antigamente. Respiro aliviada.
Esse momento desabafo é devido a história da Haley Morris-Cafiero,uma fotografa americana, que em um belo dia, resolveu tirar um autorretrato que capturasse sua solidão em meio a multidão. Ao revelar o filme, percebeu que tinha um homem caçoando dela por trás.
Mais tarde no mesmo dia ela tira outra foto, agora sentada sozinha em um Café, e lá está, um rapaz que parece embasbacado com ela.
Partindo dessas fotos, Haley decidiu fazer uma série de fotografias, intituladas "SOMETHING TO WEIGH" ( ALGO PARA PESAR).Ela que sempre teve consciência de que as pessoas comentavam e riam dela,resolveu inverter os papeis: agora em vez de observada, é ela quem observar.
A artista diz em seu site ( http://haleymorriscafiero.com/) que sempre teve problemas para controlar o peso, e que sua "estrutura" determinou seu lugar na sociedade, o que a faz sentir muitas vezes deslocada, deixada de lado.
Para esta série, ela escolheu se fotografar em locais socialmente expostos como restaurantes, lojas, piscinas e outros locais de lazer para analisar como seu corpo se encaixa na sociedade.E tentar justapor o seu lugar na cena com temas que contribuem para o aumento de peso. Ou seja, com a série, ela tenta achar seu lugar no mundo.
Eu fiquei chocada em perceber que EU posso passar por isso. As pessoas podem já ter olhada para mim centenas de vezes com cara de nojo, podem ter caçoado por de trás de mim, e eu nem me dei conta.
Não to aqui levantando a bandeira dos obesos,só por que sou uma. Mas é que não consigo entender como alguém pode julgar uma pessoa por sua aparência física,ou por sua opção sexual, por sua religião... No tempo de onde vem minha cabeça, a única coisa determinante em uma pessoa era seu caráter.
E sem querer estender muito, acho triste que um montão de gente, deixa de conhecer pessoas bacanas por causa desses preconceitos.
Tá aí uma pessoa que ganhou meu respeito, que não se escondeu do mundo, que soube virar a mesa: Haley Morris-Cafiero, te amo.
Beijosdagorda ;**
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Síndrome dos 20 e poucos anos

Você começa a se dar conta de que seu
círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é
cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes
questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais
dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As
multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam.
Mas começa a se dar conta de que enquanto
alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de
tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que,
talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são
exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos
lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa
pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto
mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e
alguns começam a se casar, e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe
deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha
para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que
estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa
que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se
entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam
mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um
pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em
sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não
é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e
confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao
passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há
outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o
futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E
enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar
competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que
todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós
que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas
vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça
na cabeça, mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não
temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que
esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que
tínhamos 16… Então, amanha teremos 30. Assim tão rápido.
Autor pode até ser desconhecido, mas o sentimendo é conhecido.
P.S: Tô me sentindo velha aos 20 e poucos anos.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A lista
Quem nunca fez uma lista de começo de ano. Ela é sempre cheia de esperanças, mudanças e recomeços. E essa canção retrata uma lista diferente, algo mais profundo, como se você olhasse para dentro da alma. Então pare, ouça, reflita e tente fazer uma lista mentalmente de quantas coisas mudaram dentro de você.
FELIZ 2013
A Lista - Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Perdoe

Lembra, não faz muito tempo, a gente batia num amiguinho e a nossa mãe nos obrigava a pedir desculpa. Na maioria da vezes a desculpa era de boca pra fora. Agora somos adultos, pedir perdão ficou mais difícil, porque a desculpa tem que ser sincera tem que ser de coração.
O fim de ano nos trás a sensação de esperança e renovo. Uma vontade de ficar de bem com o mundo. E porque não pedir perdão ou libera lo se esse for o seu caso.
O que quero dizer é que, neste ano que se inicia você venha passar por cima da mágoa do rancor, ao contrario de quando eramos crianças no qual raiva passava num segundo ela agora pode durar para sempre, então não perca tempo aproveite esse sentimento.
Perdoe e seja perdoado, este é o sentimento que lhe desejo em 2013.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
II Seminário Discursos em Interfaces Contemporâneas – UFRRJ
Estou felicíssima em participar do II Seminário
Discursos em Interfaces Contemporâneas – “Modernismo brasileiro 90 anos: outras
vanguardas, neovanguardas e pós-vanguardas”, que começou no dia 03 e termina hoje, 06 de setembro de 2012 , e está sendo
realizado na universidade mais bonita do Brasil, a UFRural do Rio de Janeiro,
no campus Seropédica.

No ano em que se celebram os 90 anos da Semana de Arte
Moderna, o Grupo de Pesquisa “Discursos: História, Literatura e Memorialismo em
interfaces contemporâneas”, majoritariamente vinculados à UFRRJ, contando
também com pesquisadores de outras instituições do país. Vem propor uma
observação critica do impacto do movimento no contexto cultural
da época, suas contradições e, prospectivamente, analisar / discutir seu legado
ou não para as gerações futuras, colocando em pauta o diálogo das gerações
pós-45 e contemporâneas com os mestres do passado.
O Seminário do ano passado foi incrível (leia aqui) e esse ano não deixou a desejar.
Ontem, a noite a mesa contou com as presenças ilustre do Poeta
Antonio Cícero e Prof. Dr. Ítalo Moriconi (UERJ).
![]() |
Antonio Cícero POESIA "O PAÍS DAS MARAVILHAS'Não se entra no país das maravilhas |
O poeta contemporâneo
Antonio Cícero discursou abertamente sobre o tema "O modernismo e a
modernidade da poesia de Carlos Drummond de Andrade".
Fiquei maravilhada com a sua simplicidade. Os momentos mais
belos foram quando Cícero recitava os poemas de Drummond transmitindo assim a sua interpretação apaixonante.
Abaixo fragmento
da Poesia de Drummond “A Flor e a Náusea",
Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
[...]
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
![]() |
| Prof. Dr. Ítalo Moriconi |
Prof. Dr. Ítalo Moriconi, atual Editor Chefe da editora UERJ, com o tema “Moderno ou modernista? Sentidos do
lirismo no século XX brasileiro: Bandeira, Cecília, Quintana.”, fez uma análise claramente
significativa sobre o trabalho de Mário Quintana
o poeta da simplicidade.
Abaixo fragmento da Poesia “Eu
escrevi um poema triste” Quintana.
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
E hoje tem mais!!
06/09/2012 – Quinta-feira
TARDE
13h30
Sessões de Comunicação Coordenadas
15h30: Intervalo
16h: Mesa-redonda: Outras vanguardas
"90 anos da Odisseia de Bloom , de James Joyce", Profª Dra. Munira Hamud Mutran (USP)
“A Formação das Estrelas: Observações em torno do Sistema Poético Brasil-Portugal”, Prof.Dr. Jorge Fernandes da Silveira (UFRJ)
17h30 Intervalo
NOITE
18h30
Modernismo e Estudos Linguísticos.
"Mário
de Andrade, também linguista de vanguarda?", Prof. Dr. Marcelo Módolo
(USP) "O índio que não é Peri: a pesquisa em línguas indígenas de 1890 a
1929", Profª Dra. Beatriz Protti (UFRJ)
20h30
Encerramento
Para maiores informações acesse UFRRJ Eventos
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